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Direito do trabalho

Trabalhou sem carteira assinada?

Trabalhar sem registro não apaga os seus direitos. Se existia patrão, horário e salário combinado, a lei chama isso de emprego, com ou sem anotação na carteira.

Jovem trabalhadora limpa o balcão de uma padaria de bairro.

Você pode estar nessa situação se...

  • Trabalhava todo dia, ou em escala fixa, e recebia por mês, por semana ou por diária
  • Tinha um chefe que mandava, cobrava e definia o horário
  • Não podia mandar outra pessoa no seu lugar
  • Prometeram registrar "depois da experiência" e nunca registraram
  • Foi registrado só uma parte do tempo, ou com salário menor do que o real

O que a lei considera emprego

A lei olha para a prática, não para o papel. Existe vínculo de emprego quando a pessoa trabalha com habitualidade (não é um bico de um dia), pessoalidade (é você, não qualquer um), subordinação (alguém manda) e recebe salário. Com esses quatro sinais, a falta de registro é irregularidade da empresa, não falta de direito seu.

O que pode ser pedido

  • Anotação da carteira com a data real de entrada e o salário real
  • FGTS de todo o período, com a multa de 40% se foi dispensa sem justa causa
  • Férias com o terço, 13º salário e aviso prévio
  • Recolhimento do INSS, que conta para a sua aposentadoria
  • Horas extras, adicional noturno e outros direitos que ficaram para trás

Como se prova

Não existe uma única prova obrigatória. Conversas de WhatsApp com o chefe, comprovantes de transferência, escalas, fotos com uniforme, crachá, mensagens de clientes e colegas que viram o dia a dia costumam ser suficientes para mostrar como as coisas aconteciam.

Prazo

O prazo de 2 anos conta do dia em que você saiu. Se ainda está trabalhando sem registro, o prazo ainda não começou, mas as provas vão ficando mais difíceis de juntar.

Dúvidas comuns

Se eu reclamar, vou perder o emprego?

Durante o contrato, o mais comum é procurar o escritório para entender a situação e se preparar. A reclamação costuma ser feita depois da saída. Em qualquer caso, a conversa é sigilosa e você decide o momento.

Eu era MEI ou recebia como "prestador". Vale a mesma coisa?

Pode valer. Veja a página sobre pejotização: o que importa é como o trabalho acontecia de verdade.

Conte o que aconteceu. A gente explica o que pode ser feito.

Sem compromisso. Você entende a sua situação e decide com calma.